O raio é um dos fenómenos mais destrutivos da natureza, durante as tempestades elétricas produzem-se grandes quantidades de descargas atmosféricas que podem alcançar até 200 kA.

Estas descargas atmosféricas supõem um grande perigo para pessoas, animais e infraestruturas críticas, produzindo graves consequências.

Normas de Proteção e Níveis de Segurança

Segundo a norma IEC 62305, NP EN 62305: “Proteção contra o raio”, existem quatro níveis de proteção, cuja ordem varia do maior, para o menor risco de queda do raio.

Nível de Proteção I (LP1): Aplica-se a estruturas críticas, como hospitais, instalações de emergências e edifícios de grande importância social. O objetivo é garantir uma proteção total contra raios diretos.

Nível de Proteção II (LP2): Destina-se a edifícios que não são críticos, mas ainda assim precisam de um alto nível de proteção. Isso inclui edifícios residenciais, comerciais e industriais.

Nível de Proteção III (LP3): Aplica-se a estruturas nas quais as consequências de uma interrupção devido a danos causados por raios são limitadas. Isso pode incluir edifícios agrícolas e pequenas instalações comerciais.

Nível de Proteção IV(LP4): Este nível é geralmente usado em estruturas temporárias e menos críticas, tais como equipamentos eletrónicos e instalações que podem ser desligadas temporariamente sem causar grandes consequências.

Desafios da Proteção Contra Raios

A implementação de um sistema de proteção contra descargas atmosféricas apresenta alguns desafios inerentes, entre os quais: 

  • Identificação de Áreas de Risco: Avaliar corretamente o risco que uma estrutura enfrenta é o primeiro passo para definir o nível de proteção adequado. Isso inclui considerações como a localização geográfica, a altura do edifício e a presença de estruturas adjacentes que possam influenciar a queda de raios.
  • Manutenção e Monitoramento Contínuo: Mesmo com a instalação de sistemas de proteção, a manutenção regular é fundamental para garantir que o para-raios e a ligação à terra continuem a funcionar corretamente.
  • Compatibilidade com Outros Sistemas: Em algumas instalações, é necessário integrar a proteção contra descargas atmosféricas com outros sistemas de segurança e monitorização, de forma a garantir que todo o ecossistema elétrico esteja seguro. 

Métodos de Proteção Externa Contra Descargas Atmosféricas

A escolha do método de proteção contra descargas atmosféricas depende das características e da criticidade da estrutura. A norma contempla dois tipos de proteção externa contra o raio:

1. Sistema Convencional (Para-raios Tipo Franklin):

– O sistema convencional utiliza um para-raios tipo Franklin, cuja função é conduzir a descarga atmosférica para a terra, protegendo as estruturas de impactos diretos. Este tipo de proteção segue as normas IEC 62305 e CTE SU8, que especificam as condições e requisitos técnicos para uma instalação eficaz.

2. Sistema de Proteção Ativa (Para-raios com Avanço à Ignição):

   – O sistema de proteção ativo, por sua vez, baseia-se no uso de para-raios com avanço à ignição, que têm a capacidade de antecipar a formação do raio e guiá-lo à terra de forma controlada. Este método é regulamentado pelas normas NP 4426, NFC 17-102, UNE 21186 e CTE SU8. A vantagem deste sistema é a possibilidade de cobrir áreas mais amplas com menos pontos de proteção, o que pode ser uma solução eficiente para grandes instalações.

As nossas soluções

Na Jobasi, oferecemos uma gama completa de soluções para proteção contra descargas atmosféricas, totalmente alinhada com as normas portuguesas e europeias.

Para enfrentar os desafios do setor, nossa oferta abrange desde sistemas convencionais de captação até soluções de proteção ativa, complementados por uma linha completa de acessórios para baixada e uma secção dedicada às redes de terra, assegurando uma proteção eficiente, confiável e segura.